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O Setembro Amarelo não pode ser confundido com autoajuda

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Paulo Jelihovschi
Paulo Jelihovschi

Líder de Gente e Jornadas na Abrasel

21 horas, 13 minutos atrás

Acho a campanha do Setembro Amarelo algo fantástico. Um mês dedicado à reflexão sobre a valorização da vida e as melhores formas de buscarmos sentido em um mundo cada vez mais caótico. É um dos meses em que mais (se não o mais) ministro cursos e palestras e que somos mais requisitados na empresa para ações empresariais. O mercado cada vez mais entende essa campanha como algo importante. 

No meio de tantas boas notícias sobre essa data, um ponto me chama a atenção sobre algo a ser melhorado: o apelo a autoajuda. Profissionais, na boa vontade de tentar direcionar pessoas para algo positivo ligado à valorização da vida, trazem orientações genéricas, pouco úteis, muito parecidas com dicas produzidas pelas I.As gratuitas (para quem as usam para escrever, fica o toque).

Questões como “busque o faz sentido para você”, “conecte-se com seu verdadeiro eu” ou “foque na jornada, e não na linha de chegada” inundam as redes nesse momento. 

Fazer esse tipo de pedido para o empresário tem algo de diferente. O sentido da vida e o sentido do negócio se misturam em um nível quase que celular. O sentido da vida do empresário é o sentido da vida do negócio, e vice-versa. Sofremos por problemas empresariais por vezes até mais do que sofremos por problemas pessoais, e nesse contexto alguém nos dá a dica de buscar o que nos traz sentido e nos vem à mente apenas o sucesso da empresa.  

A busca pelo sentido, pelo propósito e afins não deveria ser mais a dica. O que está em jogo nessa data é como chegar lá. Sobre vida e negócios, é de examinar onde se inicia um e termina o outro, missão que por vezes se torna impossível. E não é em um mês de conscientização que se encontra o caminho da virtude, mas sim no próprio ato contínuo de viver a vida.

Conselhos genéricos e simplistas nunca farão tanto sentido quanto a experiência e a aprendizagem, e isso faz com que o entendimento do que é a valorização da vida seja extremamente individual, algo no qual o melhor conselho seja parar de receber conselhos e se expor para a vida que te apresenta. Viver o próprio negócio como se fosse sua própria vida pode ser essencial para seu sucesso, mas perigoso como único motor da realização pessoal. 

Nesse mês, portanto, não trago conselhos, mas sim o desejo de que cada pessoa que leia esse texto busque viver a vida como mais lhe apetece, com os ônus e bônus que essa experiência pode trazer a cada um. Por fim, espero você possa valorizar a sua vida e seu negócio, pois só você pode tê-los e vivê-los.

Este texto tem caráter opinativo. As ideias e conceitos expressos no artigo são de inteira responsabilidade da autora. 

Paulo Jelihovschi
Paulo Jelihovschi

Líder de Gente e Jornadas na Abrasel

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