Com o crescente número de usuários de medicamentos para emagrecimentos do tipo GLP-1, como Monjaro e Ozempic, empresas como o McDonald’s, começam a investir em linhas para atender a esse público exigente e que vem impactando o ramo de alimentação fora do lar. Conforme pesquisa realizada em 2025 pela consultoria KAM Insight, quase um terço das pessoas que usam medicamentos GLP-1 passou a sair com menos frequência para comer e beber fora, o que acende um alerta a redes alimentícias de todo o mundo.
Quem faz uso dessas canetas emagrecedores começam a ter seu apetite reduzido, o que os leva a optar por porções menores, mas, ricas em proteínas, com alto valor nutricional e baixo teor de açucares. Opções que, segundo Chris Kempczinski, CEO e Presidente do Conselho de Administração da McDonald’s Corporation, o fast food têm a capacidade de ofertar ao entender esses perfis como mais do que tendência, mas novos hábitos da população mundial.
“Temos uma excelente oferta de proteínas em nosso cardápio; essa é uma área de força para nós. Mas também estamos vendo mudanças em relação a, talvez, menos lanches rápidos entre as refeições e alterações em algumas bebidas, como menos bebidas açucaradas”, diz o executivo na conferência de resultados do quarto trimestre de 2025. Os itens dados como exemplos foram os Snack Wraps, o sanduíche Sausage Biscuit e as tiras de frango McCrispy Strips, disponíveis no cardápio estadunidense.
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Estratégia de cardápio aliado a comportamento
Desde os milkshakes proteicos em redes de fast-foods, até linhas inteiras de refeições congeladas com baixo teor calórico e ativos adicionados, diversas marcas e restaurantes estão em busca de atender aos critérios dessa nova rotina alimentar de um perfil de consumidor mais atento e consciente do que deve ingerir. Ou seja, conseguir prazer, praticidade e funcionalidade no mesmo prato, é uma adaptação necessária para que o cardápio dos estabelecimentos volte a ser atrativo, ainda mais em um país como o Brasil, que segue essa tendência.
Mesmo com um padrão alimentar naturalmente rico em valor nutricional, à base de arroz, feijão, carnes e muitos vegetais e frutas à disposição, isso não impede que mais de 70% da população brasileira encontre-se com excesso de peso (dados da ABESO) e busque por métodos de emagrecimento, como os GLP-1, que estão se tornando cada vez mais acessíveis e procurados. Só em 2025, essas medicações emagrecedoras movimentaram cerca de R$ 11 bilhões no Brasil, de acordo com a corretora UBS BB.
O comportamento do consumidor volta-se para escolhas que ofereçam porções equilibradas, saciedade, altas quantias de proteínas e ingredientes naturais. Assim, para fugir das tarjas de “alto em açúcar” ou sem procedência na sua alimentação, a praticidade de negócios alimentícios capazes de entregar essas características ganham espaço na rotina desses usuários, como busca a rede de fast food McDonald’s.
A Arcos Dourados, responsável pela operação do McDonald’s na América Latina, foi procurada pela B&R para comentar a possível chegada do novo cardápio ao Brasil, mas não houve retorno até o fechamento desta notícia. Por ora, as opções proteicas seguem em fase de testes exclusivamente nas unidades dos Estados Unidos.
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