Fevereiro é um mês estratégico para bares e restaurantes. Começo do ano, clima quente, consumo mais leve e um público que está mais aberto a experimentar coisas novas. E, ao contrário do que muitos ainda pensam, o vinho combina, e muito, com o verão, especialmente quando falamos de vinhos brancos, refrescantes, rosés e espumantes.
O mercado confirma esse movimento. Em 2025, o consumo de vinhos segue em crescimento no Brasil. Os espumantes avançaram cerca de 12% em relação a 2024, e os vinhos brancos atingiram uma participação histórica de 25% nas vendas de vinhos tranquilos, com crescimento acumulado de 35% nos últimos dois anos. Isso mostra uma mudança clara no comportamento do consumidor brasileiro, que busca vinhos mais leves, fáceis de beber e alinhados ao clima.
A grande questão é: o seu bar ou restaurante está preparado para aproveitar essa tendência?
Carta de vinhos: de obrigação a ferramenta de venda
Uma carta de vinhos bem estruturada não é apenas uma lista de rótulos. Ela é uma ferramenta de venda silenciosa, que orienta o cliente, facilita a escolha e aumenta o tiquete médio. No verão, isso fica ainda mais evidente.
O primeiro passo é valorizar os vinhos em taça. Eles reduzem a barreira de entrada, estimulam a experimentação e aumentam o giro. Trabalhar entre três e cinco opções de vinhos brancos em taça, com estilos diferentes, já faz uma enorme diferença no faturamento.
Organize essa seção de forma estratégica: destaque os vinhos mais frescos e fáceis de beber, sinalize novidades ou rótulos que você queira girar mais rápido e evite excesso de informação. Quanto mais simples, melhor.
Não precisa de adega climatizada para vender bem
Um erro comum é achar que vender vinho branco exige uma grande estrutura. Não exige. Uma boa geladeira, baldes de gelo, cooler sleeves térmicos e atenção à temperatura já resolvem o problema. O essencial é servir o vinho na temperatura correta, garantindo frescor, aroma e uma boa experiência para o cliente.
Equipe treinada faz toda a diferença. Quando o atendente entende o vinho e fala com segurança, a venda acontece com naturalidade.
Carta orientada aproxima o vinho do consumido
O consumidor de bar e restaurante quer facilidade. Por isso, inclua descrições curtas e objetivas, usando termos como “leve”, “refrescante”, “ideal para dias quentes” ou “vai bem com pratos leves e frutos do mar”. Isso traz conforto na escolha e aumenta o valor percebido.
Outra estratégia eficiente é criar uma seção especial de verão, destacando vinhos brancos, rosés e espumantes pensados para esse momento. Isso direciona a decisão, reduz a comparação com rótulos de supermercado e acelera a venda.
Vinho no verão é convivência, não cerimônia
No calor, o vinho deixa de ser algo distante e passa a fazer parte do dia a dia, do happy hour, do almoço e do jantar descontraído. Quanto mais acessível e bem apresentado, mais ele gira.
Não é sobre ter muitos rótulos. É sobre ter os rótulos corretos, bem posicionados, bem servidos e alinhados com o perfil do seu público. Para fechar, se você é proprietário ou gestor de bar e restaurante, o verão é o melhor momento para revisar a sua carta. Ajustar o foco para vinhos brancos e refrescantes, trabalhar bem os vinhos em taça e orientar o cliente de forma simples pode transformar tendência em faturamento real.
Se você quer vender mais vinho em 2026, comece organizando melhor a forma como ele é apresentado. A carta certa vende mais, mesmo sem você precisar falar uma palavra.
Este texto tem caráter opinativo. As ideias e conceitos expressos no artigo são de inteira responsabilidade do autor.
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