Esse é o assunto do momento nas rodinhas de RH e gestão de pessoas. As obrigatoriedades que as mudanças na NR-1 impõem ao empresário vem me fazendo rodar o Brasil para falar sobre o assunto. Muita gente assustada, muito empresário buscando saber o que precisa saber para não ser multado, mas pouca gente focada no que realmente é importante nessa história: proporcionar uma melhor qualidade de vida para todos que trabalham na empresa, desde empregados, fornecedores e, obviamente, os empresários
Meu foco nessas conversas, seja em formato de palestra, roda de debate ou outros, vem sendo sempre o de mostrar para os envolvidos na gestão e liderança das empresas que a burocracia que as novas regras implicam às empresas são muito simples de serem cumpridas. Basta um pouco de atenção e uma boa conversa com a contabilidade e/ou medicina do trabalho. A grande oportunidade aqui está em desviar o olhar das questões burocráticas para as oportunidades que a melhoria da saúde mental nas equipes pode trazer para as organizações.
Dados oficiais recentes apontam que mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados no último ano por questões relacionadas à saúde mental, isso somente contando os afastamentos os formalizados junto ao Ministério do Trabalho e Emprego. Se somarmos toda a força de trabalho informal, temos seguramente um exército de mais de um milhão de pessoas que deixaram de trabalhar no último ano devido ao adoecimento mental. É um cruzado de direita no queixo da produtividade das empresas e do país.
A oportunidade está aí: se você, empresário, líder ou gestor, quer ter uma equipe produtiva, que entregue os resultados que você precisa para sobreviver e prosperar, o cuidado da saúde mental seu e da sua equipe deveria estar no topo das suas prioridades. Não existe gestão financeira, inovações, ações de marketing ou qualquer outro aspecto da rotina de trabalho que vá para frente na mão de um funcionário adoecido improdutivo. Investir em saúde mental virou um diferencial competitivo, e como todo diferencial, quem investe mais, mais rápido e faz melhor, sai na frente.
Finalizando, faço o convite para que o leitor veja as mudanças que a NR-1 obrigam as empresas não somente como uma nova obrigação burocrática, mas um chamado para o investimento em um diferencial competitivo que precisa ser explorado para o bem da produtividade organizacional e nacional. Cumprir a parte burocrática não é o desafio, mas sim a formação de uma equipe mais saudável e produtiva.
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