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Copa de 2026: prepare o estoque para reforçar o caixa

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Aline Sordili
Aline Sordili

Jornalista, cozinheira, consultora e especialista em inteligência artificial.

22 horas, 40 minutos atrás

Os horários dos jogos da Copa de 2026 vão determinar os tipos de produto a serem vendidos. A pesquisa Google/Offerwise aponta que 65% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, 45% planejam cortar gastos fora do lar e 43% vão reduzir despesas com entretenimento na rua. Isso porque a carteira desta Copa está dividida entre bets e streaming, além da comida.

A arquibancada principal desta Copa é a sala de estar. O delivery, se for bem operado, vai compensar. Os dados de varejo medidos pela NielsenIQ nas últimas Copas mostram um padrão claro. Nas duas horas que antecedem cada partida, o volume de tíquetes dispara até 69%.

Quando a bola rola, despenca 61,3% durante o jogo no padrão observado em 2022. Traduzindo para a operação: o pedido de delivery precisa estar entregue antes do hino. Esse cliente tem pressa, sabe o que quer e não tolera falta de produto nem atraso.

Há também a compra planejada, feita na véspera, com tíquete médio 24,4% maior. Para o food service, isso é uma pré-venda, com combo fechado no dia anterior, com horário de entrega garantido antes do jogo, captura do cliente que não quer correr risco.

Os picos de venda em dias de jogo apontam para o conteúdo do combo. Nas bebidas, espumante cresce 179,4%, whisky 144,1%, gin 137%, energéticos 135,7% e misturas alcoólicas 132,5%. Chopp (+128,7%) e cerveja (+126,9%) seguem fortes, mas o dado novo é o consumidor disposto a beber melhor.

Um em cada cinco jovens da Geração Z já escolhe bebida sem álcool ou de baixo teor quando consome fora de casa. A cerveja zero cresce 86% no ano móvel, o refrigerante zero 42%, a cerveja de baixa caloria 27%.

O café premium sobe 8,1%, embalado por novos rituais em dias de jogos. Quem só tem chope para oferecer pode entregar o cliente ao concorrente. Cardápio com cerveja zero, drinks sem álcool, energético e refrigerante zero não é aceno à tendência, é faturamento que hoje escapa pelo ralo. As categorias zero são justamente as que mais contribuem para o crescimento do mercado em torneios.

Na comida, vence o que é para ser compartilhado. A procura por tábuas de frios sobe 41,3%, puxada por salame (+42,9%) e queijos de petisco: grana (+47,9%), coalho (+40,2%), reino (+40%), provolone (+27,8%), gorgonzola (+26%).

Combos fechados, precificados para compartilhar, com tábua de frios + balde + opção zero; espetinhos + espumante; caldo + drink quente para os jogos noturnos. O consumidor quer decidir uma vez só e voltar para a TV.

O calendário ajuda com inverno, férias escolares, casa cheia o dia inteiro. Caldos, queijos e porções de conforto entram no jogo, e a carne segue com 19,2% da cesta da Copa. O estoque pelo calendário, jogo a jogo. Partida de sábado amplifica o fluxo de compras, que já sobe 18,8% na sexta.

A fatia do food service será disputada minuto a minuto, nas duas horas antes de cada jogo. Quem tratar o pré-jogo como serviço principal, e não como aquecimento, fecha o trimestre no azul.

Este texto tem caráter opinativo. As ideias e conceitos expressos no artigo são de inteira responsabilidade da autora. 

Aline Sordili
Aline Sordili

Jornalista, cozinheira, consultora e especialista em inteligência artificial.

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