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35% dos bares e restaurantes operam no vermelho e sem linha de crédito, aponta Abrasel

Crescimento e expansão com estrutura estão entre as expectativas do programa BORA da Ambev | Foto: Pexels

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Pressões quanto a custo e manutenção de negócios dificulta a atuação do mercado de alimentação fora do lar que movimenta R$ 416 bilhões por ano.

Maria Eduarda Collares 1 hora, 21 minutos atrás

Mais de um terço dos bares e restaurantes brasileiros operam no vermelho. É o que aponta levantamento da Abrasel publicado em fevereiro de 2026, que registra 35% dos estabelecimentos do setor com dívidas em aberto. O dado reflete uma dificuldade estrutural de acesso a financiamento, linhas de créditos e melhores condições para manter negócios ativos.  

Segundo o Sebrae, em 2025, oito em cada dez pequenos empresários do país sequer buscaram crédito novo e, entre os que tentaram, menos da metade saiu com aprovação. 

Para quem atua no mercado de alimentação fora do lar, além do cenário de endividamentos, custos operacionais em alta, necessidade constante de capital de giro e pressão para manter estoque e estrutura nos picos de movimento podem fazer do crédito uma forma de se estruturar com mais margem e organização.  

Diante desse cenário, o setor, que responde por cerca de R$ 416 bilhões em movimentação anual e quase 5 milhões de postos de trabalho no Brasil, segundo a Abrasel, requer soluções que passem “pelo desenvolvimento de ferramentas adaptadas à realidade do pequeno empreendedor, com menos complexidade e que contribuam para sua educação financeira”, comenta Carla Crippa, vice-presidente de Impacto e Relações Corporativas da Ambev à CNN Money.  

Expansão do projeto BORA Ambev 

Em iniciativa voltada para apoiar bares e restaurantes e “fortalecer a economia real do Brasil”, segundo Guilherme Fleury, CFO da Ambev, a empresa anuncia a expansão do BORA, programa voltado à inclusão produtiva e geração de renda, com atenção especial a bares, restaurantes e pequenos comércios.  

Mais do que ampliar o acesso a crédito, queremos criar oportunidades para que esses negócios cresçam de forma sustentávelGuilherme Fleury

A companhia projeta destinar mais de R$ 100 milhões ao longo de 2026 e atingir até 250 mil estabelecimentos da sua rede de parceiros. Essa expansão representaria, de acordo com a empresa, entre 20% e 25% do universo de negócios do setor no país. 

Além da parceria com o Fundo de Impacto Estímulo, estão entre as frentes: 

  • crédito assistido; 
  • renegociação de passivos; 
  • extensão de prazos; e, 
  • acesso a linhas com condições diferenciadas  

"Micro e pequenos empreendedores de bares e restaurantes têm um papel essencial na economia e no desenvolvimento dos territórios. Com essa parceria, queremos ampliar o acesso a crédito acessível e à capacitação em gestão financeira e vendas, fortalecendo esses negócios para que cresçam com mais estrutura, competitividade e segurança", destacou Mariane Salvador, líder de novos negócios e desenvolvimento territorial do Estímulo. 

Como fazer parte do BORA? 

O BORA existe desde 2022 e tem como horizonte incluir produtivamente 5 milhões de brasileiros até 2032. A companhia afirma ter alcançado 1,5 milhão de pessoas até agora, por meio de mais de 30 iniciativas distribuídas pelo país

Bares, restaurantes e demais negócios do mercado de alimentação fora do lar podem manifestar interesse pelo site da Ambev com a BoraHub (www.ambev.com.br/borahub).   

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