A Keeta, braço internacional da chinesa Meituan, completa um ano de operação no Brasil em 31 de outubro. Após o início das operações enfrentar barreiras no mercado, a empresa retoma seu plano de expansão no país. Para 2027, segundo o informado pela plataforma de entregas, a previsão é chegar a novas capitais e regiões metropolitanas. A expansão faz parte do investimento de R$ 5,6 bilhões em cinco anos anunciado pela empresa em 2025.
Keeta no Brasil
A plataforma de delivery estreou em 2025 com operações-piloto em Santos e São Vicente, no litoral paulista, e depois chegou à capital e a municípios da região metropolitana, somando 11 cidades.
O ritmo de expansão ficou abaixo do previsto. Em fevereiro de 2026, a empresa adiou o plano de chegar a outras regiões do país. Segundo a Keeta, mais de 50% das redes de restaurantes com cinco ou mais lojas estavam impedidas de trabalhar com a plataforma por contratos de banimento ou exclusividade firmados com concorrentes.
O cenário mudou em setembro, quando a 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou ilegais, por unanimidade, as cláusulas da 99Food que excluíam nominalmente a Keeta dos contratos com restaurantes.
Na sequência, a Keeta anunciou a entrada em 21 cidades do interior de diferentes estados e passou a operar em 32 municípios.
“O Brasil tem um dos maiores e mais promissores mercados de entrega de comida do mundo, com um enorme potencial de crescimento. Ao mesmo tempo, o setor tem sido historicamente muito concentrado, exigindo que novos entrantes inovem e encontrem novas formas de expandir sua presença, e foi o que fizemos ao longo do nosso primeiro ano no país”, afirma Danilo Mansano, VP da Keeta no Brasil.
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Números do primeiro ano
De acordo com a empresa, a base de restaurantes cadastrados chegou a 83 mil, ante 27 mil no lançamento na capital paulista. Entre os entregadores, são 430 mil cadastros, contra 98,2 mil no início da operação em São Paulo. Os números se referem a cadastros, não a parceiros ativos. A plataforma também afirma que o volume de pedidos das principais marcas de restaurantes triplicou, em média, desde a entrada no aplicativo.
