A Coca-Cola confirmou o lançamento oficial de sua versão Zero Açúcar e Zero Cafeína no mercado brasileiro para o próximo mês de setembro. Conhecida na Europa como "Triple Z" (zero açúcar, zero cafeína e zero calorias) desde sua estreia na Espanha em 2010, a novidade chega à América Latina impulsionada pela busca crescente por bem-estar e pelas mudanças nos hábitos de consumo. Dentre elas, os medicamentos GLP-1.
Sob o impacto das canetas emagrecedoras, dados da pesquisa ABF/Galunion mostram as adaptações de empresas e redes presente na cadeia de alimentação: 52% das marcas priorizaram itens saudáveis, 48% incluíram opções leves, 36% reforçaram pratos ricos em proteína e 30% reduziram as porções servidas.
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O que tem de diferente na Coca Cola Triple Z?
A aposta no país ocorre em um cenário favorável dentro do continente, uma vez que o Brasil se consolidou como o maior mercado do mundo em volume de vendas da Coca-Cola Zero e o quarto maior da companhia globalmente, de acordo com a Coca Cola Brasil.
Segundo a diretora de marketing da marca no Brasil à Valor Econômico, Raquel Ribeiro, a nova versão visa atender o público que busca reduzir calorias ou evitar estimulantes no período noturno, mantendo o sabor característico.
A investida ainda reflete um movimento setorial. Dados da Scanntech apontam que a venda de refrigerantes sem açúcar no varejo brasileiro cresceu 18,8% em 2025, saltando para 21,4% de participação na categoria.
Para facilitar a identificação nas gôndolas e cardápios de bares e restaurantes, o produto terá lata em preto e dourado. Além do Brasil, Chile e México recebem o refrigerante ainda em 2026.
A onda de bebidas voltadas ao consumo mais consciente e saudável também já impactou o nicho das bebidas alcoólicas. Ainda em 2026, rótulos como Spaten e Heineken entraram no movimento com suas respectivas linhas Spaten Pro (cerveja proteica) e Heineken Ultimate (cerveja com baixo teor alcoólico e zero açúcar).
