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Linhas de crédito flexíveis e o futuro da gestão de restaurantes

Quando o salão lota e a operação pede mais espaço, o acesso ao crédito flexível aliado a sistemas de gestão modernos torna-se o verdadeiro motor para expandir com segurança. | Foto: Shutterstock

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Quando o salão lota e a cozinha não dá mais conta, é hora de expandir. Entenda como ferramentas de gestão e linhas de crédito flexíveis, atreladas ao fluxo real de vendas, são fundamentais para escalar negócios de alimentação com segurança.

Brener Mouroli 1 hora, 52 minutos atrás

O mercado de bares e restaurantes vive de modo rotineiro momentos de reconfiguração e inovações; nos últimos anos, isso tem sido cada vez mais evidente.  

Para o empreendedor que, por exemplo, superou a fase de sobrevivência e agora vê seu salão lotado, ou sua cozinha sobrecarregada pelo volume de pedidos digitais e presenciais, surge um novo e complexo desafio: como financiar o próximo passo sem comprometer a saúde financeira do caixa? 

A resposta para essa pergunta passa diretamente pela forma como o mercado enxerga as soluções financeiras. O crescimento estruturado, seja a transição de um trailer para um salão físico, a compra de equipamentos industriais ou a abertura de uma nova filial, exige capital. 

A história da Kings Lanches ilustra perfeitamente essa jornada. Criada por Vanderson e Milena a partir de um sonho de infância, a hamburgueria enfrentou o momento crítico de perder sua única fonte de renda em um incêndio. A reconstrução e o sucesso exigiram não apenas a força dos empresários para criar conteúdo autêntico nas redes, mas também uma parceria sólida. 

A entrada de soluções financeiras eficientes foi o que ajudou a mudar o rumo da operação, mostrando-se fundamental para a virada de chave. 

Qual é o cenário do mercado de alimentação fora do lar? 

O cenário do mercado de alimentação fora do lar brasileiro é influenciado por aspectos sociais, políticos e econômicos, além de aspectos climáticos. Logo, o modelo tradicional de crédito, baseado em parcelas fixas que ignoram as sazonalidades do setor, muitas vezes se transforma em uma âncora que prende o negócio, em vez de uma alavanca para o crescimento.   

Para entender as reais dores de quem está na linha de frente, a pesquisa "Código do Empreendedor", realizada pela Stone em parceria com a Provokers, mapeou os obstáculos dos negócios brasileiros. 

Os dados da pesquisa mostram que as dores do empreendedor mudam conforme o negócio cresce. No início da jornada, as preocupações se dividem em três fatias quase iguais: 

  • Vender mais: 34% 
  • Conseguir crédito para crescer: 33% 
  • Gestão do dia a dia: 33% 

Porém, quando a empresa amadurece e se torna uma Pequena e Média Empresa (PME), o cenário vira. A gestão passa a ser o problema número um, tirando o sono de metade dos empresários (50%), enquanto a busca por crédito (29%) e o esforço de vendas (21%) ficam em segundo plano 

Esses números comprovam que a necessidade de recursos não desaparece, mas evolui.  

"Quando o crescimento deixa de ser pontual e passa a acontecer de forma consistente, um restaurante que mantém um fluxo de vendas estável ou opera próximo da capacidade já demonstra potencial para expandir", analisa Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone. 

Guilherme Freitas, economista da Stone: 'O crédito deixa de ser apenas uma fonte de recursos e passa a atuar como alavanca de expansão'. Foto: Divulgação/Stone 

Como usar crédito de forma estratégica? 

Historicamente, muitos donos de bares e restaurantes recorrem a empréstimos em momentos de crise, para cobrir déficits de caixa. Essa prática, segundo os especialistas, mascara ineficiências operacionais. Para eles, o cenário mais interessante é utilizar o capital de terceiros para fomentar investimentos produtivos e é nesse contexto que o crédito estratégico entra em cena. 

Nessas situações, o crédito deixa de ser apenas uma fonte de recursos e passa a funcionar como uma alavanca para acelerar o crescimento, desde que exista planejamento e perspectiva de retorno.- Guilherme Freitas. 

Na edição 163 da Revista B&R, na reportagem “Um é bom, dois é demais? O desafio da 2ª unidade”, o economista e gestor administrativo da rede de restaurantes ‘Donana, O sertão vai virar mar e Vieira Vinhos’, Augusto Santos, destaca que um dos maiores desafios que enfrentou para conseguir expansão da segunda unidade foi a dificuldade de acesso ao crédito.

“No início, a maior dificuldade que enfrentamos foi o acesso ao crédito. Era muito restrito. A gente ainda não tinha o tamanho que temos hoje, nem a visibilidade. Foi tudo na base da cara e da coragem. Foi um momento difícil”, relata o empresário. 

A obtenção de crédito é, por vezes, um momento sensível para os empreendedores do mercado de alimentação fora do lar. Afinal, como garantir que esse compromisso não sufoque o caixa da empresa, especialmente em um segmento exposto a variações climáticas, feriados e datas comemorativas? 

A inovação do momento reside em atrelar o pagamento ao desempenho real das vendas. O modelo oferecido pela Stone, através de sua modalidade de Capital de Giro, subverte a lógica engessada das parcelas fixas; o pagamento acontece por meio da retenção de um percentual das vendas diárias. 

"Quando o estabelecimento vende mais, o valor destinado à quitação do crédito também aumenta, permitindo que a dívida seja liquidada mais rapidamente”, explica Freitas. Por outro lado, quando o movimento diminui, o valor descontado acompanha naturalmente essa queda, aliviando a pressão sobre o caixa.

Ferramentas de gestão para escalar bares e restaurantes 

A pesquisa evidencia, no entanto, que ter dinheiro em caixa não resolve tudo. O choque de realidade aparece na falta de tecnologia no dia a dia: 

  • 74% não usam sistemas para acompanhar os gastos. 
  • 67% ainda fazem pagamentos de forma totalmente manual. 
  • 38% das PMEs controlam o ponto da equipe no papel ou em planilhas. 

Crescer exige profissionalizar a casa. Embora 59% dos empresários de médio porte vejam o crédito como motor de expansão, colocar o plano em prática depende de gestão. É para preencher essa lacuna que a Stone se reposiciona como "o banco de quem empreende", entregando um ecossistema que vai muito além da maquininha. 

Soluções como TapStone, Pix, links de pagamento e integração com o WhatsApp (usado por 57% das PMEs nas vendas) ficam centralizadas na Conta PJ da empresa, alimentando sistemas gerenciais como o Minhas Finanças de forma 100% automática. 

Dessa forma, o empreendedor não contrata apenas um limite financeiro, mas toda uma infraestrutura.  

O acesso ao crédito continua sendo importante, mas deixa de ser a única preocupação à medida que a operação exige mais organização.- Guilherme Freitas.

Antes de financiar a expansão para o delivery ou um novo salão, é fundamental analisar a previsibilidade das vendas. Aliando uma gestão minuciosa e performance orgânica nos bastidores do negócio, soluções financeiras ágeis fazem com que os restaurantes ditem o próprio sucesso no Brasil. 

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