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Venda de cerveja Michelob Ultra cresce no 3º tri e mostra força da indústria do bem-estar

Com o avanço das cervejas de bem-estar, garantir opções de baixa caloria e zero álcool no estoque ajuda a manter o tíquete médio das mesas. | Foto: Divulgação / Ambev

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Venda de cerveja Michelob Ultra tem crescimento de quase 500% e mostra o impacto das cervejas low carb nos cardápios de bares e restaurantes.

Redação B&R 1 hora, 54 minutos atrás
1 hora, 54 minutos atrás

O terceiro semestre de 2026 trouxe bons resultados para a Ambev. A marca de cerveja Michelob Ultra, presente no mercado brasileiro desde 2020, apresentou um crescimento de 478% no volume de vendas, se comparado ao mesmo período de 2025. 

O rótulo, que tem como apelo comercial conter 80% menos carboidratos do que a média das cervejas tradicionais, é hoje o principal motor do portfólio classificado pela companhia como "Wellness" (bem-estar). Esse bloco específico de produtos da marca cresceu 157% no mesmo trimestre. 

O consumo de cervejas voltadas para um estilo de vida mais equilibrado, que incluem rótulos com menos calorias, sem glúten e zero álcool, continua ganhando força no país, um dado que exige a atenção dos gestores de bares e restaurantes na hora de estruturar o cardápio de bebidas.

A marca vem ampliando sua presença em ocasiões ligadas ao esporte, o que tem fortalecido mais a sua conexão com o público que busca um estilo de vida mais saudável. 

Como estruturar cardápio de bebidas? 

Para o setor de alimentação fora do lar, os números validam a tendência de uma parcela de clientes que busca opções mais leves para acompanhar o lazer.  

Pesquisa da Abrasel do 1º semestre de 2026 confirma que as mudanças de hábito chegaram à carta de bebidas. Embora 65% dos donos de bares e restaurantes percebam alterações na demanda por álcool, o verdadeiro avanço está nas opções não alcoólicas, cujo crescimento foi percebido por mais da metade dos entrevistados (53%). 

Bebidas não alcoólicas tiveram 53% de aumento nas buscas em bares e restaurantes. 

O avanço desse nicho também ocorre em paralelo ao aquecimento da indústria cervejeira como um todo. De acordo com a Nielsen, o mercado brasileiro de cerveja registrou um crescimento geral de cerca de 4% no terceiro trimestre deste ano. 

Na prática, o movimento mostra uma mudança clara no perfil de consumo: o cliente atual não quer necessariamente deixar de beber, mas busca intercalar o consumo tradicional com opções de menor impacto calórico.  

Ter essas alternativas no estoque pode ajudar bares e restaurantes a atenderem grupos com diferentes perfis em uma mesma mesa, garantindo que o tíquete médio não caia quando a busca por saudabilidade entra em cena. 

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