Na última quarta-feira, dia 04 de março, o relatório da S&P Global Ratings coloca em atenção a posição da Meituan no mercado de delivery chinês e, como consequência, abaixa sua nota de crédito de A- para BBB+. De acordo com a S&P, a decisão é reflexo da baixa sobre margens e geração de caixa, expansão da concorrente Alibaba na China e a guerra de subsídios no país de origem, o que colocaria empecilhos econômicos sobre o grupo até 2027. O relatório vê na diminuição de velocidade e escala da operação brasileira uma possibilidade de estabilização geral da empresa.
Mesmo com plano de investimento por volta de R$5,6 bilhões para os próximos cinco anos no Brasil, a S&P indica que a Meituan priorize o cenário chinês, onde sua participação caiu de cerca de 70% no fim de 2024 para pouco mais de 50% em 2025, enquanto a parcela da Alibaba cresceu de 20% para aproximadamente 40%.
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Com dívidas previstas para o primeiro trimestre de 2026, a S&P aponta que a gigante chinesa ostenta musculatura financeira robusta, com reservas de caixa próximas a 141 bilhões de yuans, aproximadamente R$107 bilhões, que podem sustentar a rentabilidade pressionada. Pensando em controle de danos, a ampliação da Keeta deve se voltar agora para o Oriente Médio em busca de escala e redução de perdas.
Em atuação no Brasil desde o final de 2025, a Keeta vem passando por testes, processos judiciais contra acordos de exclusividade ilícitos — como iFood e 99Food — e, recentemente, um adiamento no RJ, que gerou demissão de quase 200 funcionários. Hoje, o Keeta atua na capital de São Paulo e em outras regiões do estado.
