Nesta terça-feira (17/03), a agência Quaest divulgou uma pesquisa realizada entre os dias 13 e 16 de março de 2026 sobre a proposta do Governo Federal de aplicar uma taxa mínima de entrega para aplicativos de delivery. De acordo com o levantamento, a rejeição do consumidor é clara: 71% dos brasileiros são contra e 29% se declaram favoráveis a medida.
Para o gestor de bares e restaurantes, o dado mais alarmante não é apenas a rejeição popular, mas a expectativa econômica, uma vez que 78% dos consumidores acreditam que a medida provocará um aumento direto nos preços dos pratos nos cardápios.
A implementação dessa taxa coloca os estabelecimentos em uma linha tênue. Com margens de lucro já pressionadas pelas comissões das plataformas de delivery, o gestor se vê diante de um público que já entra na jornada de compra esperando um valor mais alto, caso a medida seja aprovada.
Com a repercussão do caso, o setor vê no tabelamento da taxa de entrega a elitização do serviço e a redução do volume de vendas – impactando o tíquete médio dos negócios -, a partir do momento que o empresário precisará conduzir entregas de delivery que desfavorece pedidos de baixo valor e entregas de curta distância.
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, “O delivery só funciona com volume. Se o preço sobe demais, o consumidor sai do jogo. E quando isso acontece, todos perdem”. Solmucci comenta que um modelo mais sustentável e equilibrado para todas as partes da operação seja o caminho, como a remuneração por hora trabalhada para os entregadores.
A proposta ainda é inicial e foi anunciado pelo ministro Guilherme Boulos, que afirma que o governo pretende propor um valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de 4 km.
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