O Noma, eleito cinco vezes o melhor restaurante do mundo, anunciou sua reabertura para 5 de agosto, em Copenhague, com uma reestruturação significativa na liderança. René Redzepi, fundador e chef que colocou a cozinha nórdica no centro do debate gastronômico global, deixa o comando das operações e assume o título de Diretor Criativo.
A mudança ocorre após denúncias graves publicadas pelo The New York Times no início deste ano. Mais de 35 ex-funcionários relataram ter sofrido abusos físicos e psicológicos por parte de Redzepi entre 2009 e 2017. O chef se afastou da liderança em resposta às acusações.
No lugar de Redzepi na cozinha, assume o peruano Pablo Soto, que já atuava no Noma há mais de dez anos. Completam a nova estrutura Mette Brink Søberg, como chefe de pesquisa e desenvolvimento, e Annika de Las Heras, na direção executiva.
O caso reacende um debate relevante para o mercado de alimentação fora do lar: a relação entre cultura de alta performance e ambientes de trabalho saudáveis. Para além do prestígio do endereço, a reestruturação do Noma sinaliza que mesmo os restaurantes mais celebrados do mundo não estão imunes à pressão por mudanças na gestão de equipes.
- Cora: como um cardápio sazonal se torna estratégia de negócio
- Confira os vendedores do Melhores da Gastronomia 2026 pela Prazeres da Mesa
- Para que servem (de verdade) as premiações gastronômicas
- Quando o apetite muda, o caixa também muda
- Morre Carlo Petrini, o homem que ensinou o mundo a comer com consciência

