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Marmitas crescem na rotina de trabalhadores de alta renda

Aplicativos de delivery, inflação, guerras e mudanças climáticas impactam o movimento de maior uso das marmitas| Foto: Pexels

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Com o aumento da inflação, centros comerciais de alto padrão vem clientela da hora do almoço diminuir. Pesquisa revela que marmitas se tornaram opção mais barata e consumida.

Maria Eduarda Collares 2 horas, 7 minutos atrás

Se antes a marmita era a opção mais comum entre os trabalhadores de baixa e média renda, com a inflação dos alimentos e bebidas aumentando para 1,33%, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, alta nos preços mexe também com restaurantes e clientes de classe alta. 

De acordo com pesquisa da consultoria de alimentação Galunion, 61% dos entrevistados pertencentes a classe A relataram estar levando mais marmitas do que comendo fora. Em comparação, número fica próximo ao de trabalhadores na faixa de 18 a 24 anos. 

As regiões com queda de movimento mais visível se concentram em São Paulo e Brasília, onde empresários do mercado de alimentação fora do lar afirmam que, com a alta no preço dos alimentos, o repasse aos clientes foi mínimo, mas perceptível o suficiente para já notarem a diminuição de público que frequentava o salão.

Para além da inflação, como escapar? 

Aplicativos de delivery barateando refeições através dos descontos, guerras como a do Oriente Médio aumentando preços de fertilizantes e combustíveis, além das mudanças climáticas como El Niño dificultando a produção agrícola estão entre as principais pressões para o aumento de uso das marmitas entre a classe A.  

Com essas forças externas sobre o bolso do consumidor e do empresário, economizar dinheiro se torna o motivo majoritário pela escolha das marmitas ao invés de comer fora (58%), segundo pesquisa da Galunion. 

No lado dos empresários, as manobras para repassar esses aumentos e equilibrar o caixa são os desafios em prol de tentar manter a clientela ativa. Mesmo enfrentando uma alta contínua nas despesas de operação, cerca de 58% dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar mantiveram seus reajustes de preço alinhados ou inferiores à inflação, de acordo com dados da Abrasel.

Nessa tentativa de reajustes, movimento também abre espaço para empresários do setor investirem no mercado de marmitas e no impulso de descontos e promoções dos aplicativos de delivery nessas localidades. 

Dados do iFood reiteram a ascensão das marmitas nos últimos anos, principalmente no delivery. A categoria cresceu 18% em 2024 e, no ano seguinte, a combinação de pedidos de marmitas e culinária brasileira assumiu o primeiro lugar em vendas no aplicativo.

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