As apostas esportivas, chamadas popularmente de bets, estão impactando a vida de milhares de pessoas. Muitas vezes elas são arriscadas, envolvem um grande volume de dinheiro gasto e têm pouca chance de retorno. Esses fatores acendem um alerta ainda maior durante eventos esportivos de grande porte, como a Copa do Mundo da FIFA 2026, e podem impactar o serviço dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar.
Funcionários de bares e restaurantes podem estar se viciando nas bets sem perceber. É possível notar o impacto no ambiente de trabalho, na saúde emocional e no comportamento de pessoas já endividadas com as apostas. Por isso, é importante que empresários do setor estejam atentos aos possíveis sinais da equipe.
Entre os principais indícios estão, os frequentes pedidos de adiantamentos, queda do desempenho sem motivo aparente, irritabilidade e isolamento. Para reverter esses quadros, é importante que o colaborador seja acolhido em uma conversa reservada e sem julgamentos.
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A Abrasel em São Paulo lançou uma cartilha para guiar gestores na prevenção desse vício e na garantia da saúde mental dos seus funcionários. O documento "Apostas na Copa – Como proteger sua equipe durante o Mundial", traz orientações para identificação dos sinais de alerta, acolhimento e, se necessário, o encaminhamento para ajuda especializada.
Temos a clareza de que o nosso papel na Abrasel transcende a defesa isolada do CNPJ, nós protegemos todo o ecossistema da alimentação fora do lar.Gabriel Pinheiro“O impacto das apostas esportivas tornou-se uma questão macro que atinge diretamente a estabilidade financeira e mental das nossas equipes. A cartilha foi desenhada como um instrumento prático de governança para dar ao dono do restaurante a orientação correta para identificar e proteger o seu colaborador. Estamos blindando a eficiência e a sustentabilidade de toda a operação”, afirma Gabriel Pinheiro, diretor executivo da Abrasel em São Paulo.
Vale ressaltar que o papel do empresário não é tratar o problema, mas sim criar condições para que o trabalhador procure ajuda. Como o medo de perder o emprego costuma impedir esse pedido de socorro, manter essa porta aberta para o diálogo é fundamental.

