Na segunda e última data do Salão Abrasel 2026, o Comanda Aberta reuniu, na Arena Sebrae, mais seis empresários do setor de alimentação fora do lar para dividir suas trajetórias profissionais com o público.
O segundo dia de Comanda Aberta, realizado pela equipe e curadoria da B&R, contou com a presença de Maurício Lain, da Pizza do Barra; Andressa Weisheimer, da Dessuras; Marcus Tullio Batalha, da Mariah; Guilherme Varella, da NaBrasa Oro; Mônica Torres, da Singular Sushi; e Aline Silva, do Bar do Vila.
Da crise à reinvenção: quando o momento difícil vira ponto de virada
Um dos fios que uniu parte das apresentações do segundo dia foi a superação de um momento de dificuldade. Maurício Lain, da Pizza do Barra, de Caxias do Sul (RS), relatou ter recorrido a um marketing ousado, como promoções de pizza a R$ 5 e R$ 6, com o objetivo de reagir a um período difícil do negócio. Segundo o empresário, as campanhas viralizaram, geraram cobertura de imprensa e uma homenagem da câmara de vereadores da cidade.
Já Mônica Torres, da Singular Sushi, de Manaus (AM), também partiu de um começo modesto: as primeiras entregas do negócio eram feitas a partir da garagem de casa. Com o tempo, a operação foi estruturada e passou a ser conduzida com apoio de indicadores, não se limitando a como eles começaram.
No caso de Aline Silva, dona do Bar do Vila, de Macapá (AP), ela começou reformando, com recursos próprios, um espaço até então decadente. A partir desse primeiro negócio, tocado ao lado da esposa Manu, a empresária ampliou a operação para um grupo de três marcas. Hoje, as duas empresárias possuem Bar do Vila, o Empório Café Postal e a Pizzaria Manjericona, crescendo juntas como gestoras de três casas na região.
Nos três casos, o relato de um momento difícil antecede o de reinvenção. Uma trajetória que, segundo os próprios empresários, ajuda a explicar o crescimento posterior dos negócios e dos seus próprios caminhos como gestor.
Gestão e decisões orientadas por indicadores
Outro ponto em comum no segundo dia foi a substituição do que os empresários chamaram de “achismo” por indicadores de gestão.
Guilherme Varella apresentou a trajetória da NaBrasa Oro, negócio que, segundo ele, nasceu de uma pequena “birosca” do pai e hoje opera como churrascaria com sistema de controle próprio, batizado de “NaBrasa Controle”, usado para acompanhar a operação.
Métricas hoje também sustentam os planos de abertura de uma terceira unidade do Mariah, comandado por Marcus Tullio Batalha. Batalha comenta que faz o acompanhamento da comedoria self-service por indicadores como NPS, CMV, CMO e margem, nunca os deixando de lado.
Já Mônica Torres resumiu a filosofia de gestão da Singular Sushi na frase, atribuída a ela, de que a operação “se guia por número, não por achismo”. Esse mantra, atribui ela, fez com que o negócio fosse reconhecido com o selo Super Restaurante e nota 4,9.
Para os três empresários, o uso de indicadores não substitui a experiência prática à frente do negócio, porém, reduz o espaço para decisões tomadas apenas pela intuição. Uma prática que, na visão de gestores, pode ser adaptada a operações de qualquer porte.
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Experiência única no Comanda Aberta
Assim como no primeiro dia, os participantes apresentaram os caminhos percorridos até a consolidação de seus negócios e, na sequência, responderam a perguntas do público na Arena Sebrae.
O formato interativo encerrou o ciclo de apresentações do Comanda Aberta no Salão Abrasel 2026 e reforçou uma das principais intenções da B&R com a iniciativa: levar ao palco empresários do mercado de diversas realidades, trajetórias, modelos de negócios e escolhas de gestão para alcançar o lugar que se encontram hoje.
Ao selecionar junto a um time de especialistas do setor os 13 empresários, a B&R reitera a importância de momentos como esses para que gestores treinem sua defesa de ideias e tenham visibilidade para crescer ainda mais através das conexões em eventos como o Salão Abrasel.
