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61% dos empresários já sentem o impacto das canetas emagrecedoras

Para o Presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o movimento exige inovação e calma, uma vez que essas mudanças serão graduais. | Foto: Pexels

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Pesquisa da Abrasel revela que gestores já notam uma queda expressiva no pedido de sobremesas e pratos principais, forçando o mercado a recalcular suas estra tégias comerciais.

Maria Eduarda Collares 4 horas, 35 minutos atrás

O avanço de medicamentos para emagrecimento já impacta o setor de alimentação fora do lar. Segundo levantamento da Abrasel, 61% dos empresários notaram mudanças no consumo associadas a remédios como Ozempic. Paulo Solmucci, presidente da entidade, afirma que “o movimento ainda ocorre de forma gradual e o consumidor continua frequentando bares e restaurantes, porém com escolhas mais moderadas”. 

Neste levantamento, foi notado que as mudanças mais intensas aparecem com maior recorrência em estabelecimentos de menor porte, que tendem a ser mais sensíveis às oscilações de demanda.  

Na publicação, “Como a indústria do “bem-estar” tem transformado cardápios? a jornalista Yasmim Paulino apresenta algumas particularidades do setorUm dos destaques é para o caso do restaurante pernambucano La Casa Recife, o qual o chef Felipe Batista introduziu dentro da operação um rodízio voltado para clientes que fazem uso das canetas, a “Quarta do Mounjaro. 

Fim da patente 

Com o fim da patente do ativo principal desses medicamentos, a semaglutida, no começo de março, os principais efeitos percebidos pelos gestores avaliados foram: 

  • Redução de pedidos de pratos principais (56%); 

Além de uma crescente a busca por: 

  • Miniporções (64%); 

  • Pratos compartilhados (64%)e, 

  • Opções mais leves (70%).  

Já nas bebidas, as não alcoólicas ganham espaço em 53% dos negócios. 

O cenário pressiona as finanças e força donos de bares e restaurantes a buscarem novas estratégias, pois 40% deles ainda não conseguiram compensar a queda no tíquete médio. Para equilibrar as contas, 26% apostam em combos e menus estruturados, enquanto 22% focam em aumentar a frequência das visitas. Também surgem planos para reduzir calorias de pratos e montar menus exclusivos para o perfil desses usuários, adaptando o negócio à tendência de consumo e garantindo a inovação necessária para atrair esses clientes. 

“Essas estratégias, além de contribuírem para equilibrar margens, podem inclusive ampliar a capacidade dos estabelecimentos de atrair perfis de clientes mais diversificados”, Paulo Solmucci. 

Leia a matéria de capa da edição #169 da Revista B&R e entenda mais sobre o comportamento do público em relação ao impacto das canetas emagrecedoras e a indústria do bem-estar. 

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