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Fogo Alto une tecnologia ao setor de alimentação em hackathon

Os sócios do Fogo Alto, Carlos Keiichi (esq.) e Gabriel Pinheiro (dir.) com Renan Toledo, CEO do Vip Sushi (centro), durante hackathon em São Paulo. | Foto: Divulgação

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Empresários e profissionais de tecnologia se reuniram para criar, com apoio de inteligência artificial, soluções para desafios de bares e restaurantes.

Beatriz Loss 8 horas, 3 minutos atrás

A tecnologia tem sido aliada de empresários do setor de alimentação fora do lar em diversas etapas, desde a organização de processos até o atendimento do cliente. O evento Hackathon Venture Building, realizado pelo Fogo Alto, programa de inovação e aceleração voltado para o setor, reuniu donos de bares e restaurantes com profissionais da tecnologia, para criar soluções para as dores vividas pelo setor, tudo isso com o auxílio de inteligência artificial.

Desse encontro, surgiram projetos para solucionar questões trazidas pelos próprios empresários que estavam presentes. Entre elas, o desperdício – de alimentos e dinheiro – logística de estoque e recebimento de mercadorias, contabilidade, marketing e treinamento de equipe.

 “O programa nasceu com o intuito de gerar produtividade pra melhorar a vida útil dos restaurantes. E implementando tecnologias, a gente ganha produtividade, melhora a gestão e aumenta esse tempo de vida. O formato de hackathon, com o uso de a IA, oferece as ferramentas certas pra levar a maior produtividade pro setor”, afirma Carlos Keiichi, um dos fundadores do Fogo Alto.

Formato hackathon 

O hackathon funciona em uma dinâmica de grupos multifuncionais. A proposta era ter cerca de cinco participantes por equipe, mas entre o primeiro e o segundo dia do evento, alguns grupos tiveram mudanças. Cada time era composto por um profissional de cada área, entre eles um empresário do setor de alimentação, uma pessoa da área de TI, do marketing e de negócios.

Durante o processo, os grupos tiveram mentoria de especialistas de cada área. Entre eles, executivos da ABERC (Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas), da ISACA (Information Systems Audit and Corporation Association) e da F360, plataforma de finanças.

No final do segundo dia, o hackathon contou também com uma mesa avaliadora, que incluiu a Shark Tank, Carol Paiffer, entre os jurados.

Projeto vencedor

O projeto eleito pelos avaliadores como o melhor, foi feito por uma única pessoa, sem a ajuda de outros participantes. Renan Toledo, CEO do Vip Sushi, criou uma plataforma para facilitar o treinamento de novos funcionários.

O projeto, chamado de TreinAI, consiste em uma série de conteúdos que ensinam os profissionais da cozinha sobre o passo a passo e ficha técnica de cada prato. E inclui também um sistema integrado com inteligência artificial, para tirar dúvidas dos colaboradores.

Toledo contou que, sendo dono de restaurante, já sabia que problema gostaria de solucionar e que aproveitou o incentivo para usar a tecnologia. “Colocar a mão na massa é algo que deixa a gente com um pouco de receio, mas o hackathon ajudou exatamente nesse ponto. Expliquei minha dor pra IA e ela me trouxe a solução, foi uma forma dinâmica e simples pra solucionar meu problema”, completou o dono do projeto vencedor.

Gabriel Pinheiro, líder executivo da Abrasel em São Paulo, reforça a importância do projeto. “Uma das principais dores do setor hoje é a mão de obra e como aprimorar e valorizar este trabalho e o Renan construiu uma ótima solução para o mercado”, diz.

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