CEO do McDonald’s, Chris Kempczinski, viralizou na última semana após publicar um vídeo em seu perfil no Instagram provando o novo lançamento da marca. A performance do CEO gerou uma série de comentários negativos, sugerindo que Kempczinski não se sentia confortável em comer o hambúrguer da sua marca. Com mais de 35 mil comentários, as reclamações apontam falta de familiaridade, uso contínuo da palavra “produto” para se referir ao lanche e certa estranheza para segurar e comer o combo “The Big Arch”.
O viral, mesmo que gerando uma visão negativa do público, no olhar de Kempczinski, só proporcionou mais visibilidade para a chegada do sanduíche à rede de franquias. Em entrevista dada ao The Wall Street Journal, o CEO comenta que “o vídeo era para ser um momento casual e eu estava apenas sendo eu mesmo, mas nem tudo sai como o planejado no mundo das redes sociais.” e que o importante é que as pessoas estão falando sobre o hamburguer, incluindo concorrentes.
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Ser a “cara do negócio”?
A repercussão do caso levanta discussão sobre de que forma gestores de negócio de alimentação devem divulgar sua própria marca, além de ligar ao sinal de alerta sobre relacionamento com o público e limites da publicidade.
Se por um lado, ser a cara do negócio gera aproximação e humanização do estabelecimento através de quem o gere, por outro, a falta de naturalidade e carisma podem afetar negativamente sua reputação, como indica Amanda Aleixo, diretora de Planejamento da Odd Comunicação, para à B&R “Entenda os benefícios e os riscos de ser a ‘cara’ do seu restaurante”.
Hoje, o público tende a confiar primeiro em um rosto e só depois no logo. Amanda Aleixo.
Na reportagem, a especialista reforça que no chamado “personismo institucional”, ou seja, quando a comunicação da organização foca na biografia, no carisma e nas opiniões do líder, a tendência é que o público confie na pessoa para, por extensão, confiar na instituição. Quando isso não ocorre, vídeos como o do CEO do McDonalds se tornam obstáculos para construção de uma boa reputação e da aproximação com o consumidor.
Apesar de Kempczinski dizer que o que realmente importa é o comentário das pessoas, independentemente do valor positivo ou negativo, a especialista reforça que uma boa reputação é a chave para ganhar a confiança dos clientes e necessária em negócios de alimentação.
Até o momento, o vídeo continua ativo nas redes pessoais de Kempczinski e o combo disponível nas lojas do McDonald’s estadunidenses.
